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Pedra na vesícula: entenda o que é, como acontece e como tratar o problema

Pedra na vesícula: entenda o que é, como acontece e como tratar o problema

Popularmente conhecida por pedra na vesícula, a colelitíase é uma doença que  atinge, normalmente, cerca de 10% da população. Causa fortes dores ao portador e, muitas vezes, é um problema que pode ser confundido com outras patologias, e por isso vamos te ajudar a identificar sinais que podem facilitar o reconhecimento da doença.
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Entenda a pedra na vesícula

O problema de pedra na vesícula é caracterizado pelo acúmulo de cálculos biliares (pedras) diretamente nos ductos biliares ou na vesícula biliar.

Acontece em função de um desequilíbrio na concentração das substâncias que compõem a bile (que são os sais biliares, bilirrubina e colesterol), que é um líquido produzido pelo fígado que fica armazenado na vesícula. Quando ocorre esse desequilíbrio, ocorre a formação de cristais que formam, assim, os cálculos de colesterol.

Geralmente, é apresentado por pessoas acima dos 40 anos, fumantes, pacientes com diabetes, obesos e pessoas que possuem o colesterol elevado.

Sintomas que facilitam o reconhecimento da pedra na vesícula

Como toda patologia, os sintomas facilitam o reconhecimento do problema, mas no caso da pedra na vesícula, eles podem não existir. Nesses casos, qualquer mudança no corpo deve ser observada para que o paciente procure o médico o quanto antes, evitando possíveis complicações.

Muitas vezes a patologia é descoberta incidentalmente através de exames de rotina, como as ecografias abdominais.

Quando apresenta sintomas, a pedra na vesícula tende a ser uma doença bem incômoda, onde o paciente apresenta fortes dores na região abdominal, mais precisamente no lado direito da barriga. Além disso, o paciente pode apresentar:

  • Febre acima de 38ºC;
  • Diarreia constante;
  • Vômitos e/ou enjoos, principalmente após as refeições;
  • Icterícia – cor amarelada na pele e/ou nos olhos;
  • Perda de apetite;
  • Empanzinamento.

O que deve ser feito em casos de suspeita do problema?

Em caso de notar qualquer um dos sintomas citados, é importantíssimo buscar pelo médico para descobrir se é pedra na vesícula ou não. Todos os sintomas devem ser levados em consideração na hora de buscar por um especialista.

Principais causas

Existem alguns fatores que podem causar alteração direta na composição da bile, aumentando as chances da formação de cálculos biliares. Tais causas incluem:

  • Pessoas com colesterol alto;
  • Diabetes;
  • Pacientes com cirrose;
  • Dieta rica em gorduras;
  • Hipertensão arterial.

Fatores de risco

Já os fatores de risco podem incluir uma série de questões que devem ser levadas em consideração. Alguns deles são:

  • Sexo feminino, já que o problema acontece mais em mulheres em função da maior secreção biliar de colesterol;
  • Dieta pobre em fibras;
  • Pessoas com mais de 40 anos;
  • Emagrecimento muito rápido, já que ele pode causar maior secreção biliar de colesterol e também causa um aumento na secreção biliar de cálcio e de mucina;
  • Alta ingestão calórica;
  • Sedentarismo;
  • Gravidez;
  • Uso de contraceptivos orais – prioritariamente nos primeiros anos de uso);
  • Uso de certos medicamentos, como ceftriaxone, octreotide e clofibrato;
  • Jejum prolongado, que causa a redução da motilidade da vesícula biliar;
  • Histórico familiar de pedra na vesícula;
  • Terapia de reposição de estrogênio;
  • Síndrome metabólica;
  • Alto consumo de carboidratos refinados, como por exemplo a farinha branca e também o açúcar.

Sobre o tratamento

Após o reconhecimento da pedra na vesícula, o paciente deve procurar o atendimento de um cirurgião geral, pois a grande maioria dos pacientes deve ser submetida ‘a uma cirurgia, ainda que assintomáticos, salvo se risco cirúrgico elevado.

A cirurgia consiste na remoção da vesícula biliar, e a técnica mais indicada é a videolaparoscopia, que provoca menos dor pós operatória e permite retorno mais cedo às atividades laborativas. Também é recomendado que o paciente busque por um profissional nutricionista para que tenha uma dieta pobre em gorduras e evite embutidos e frituras, para evitar desconfortos e problemas futuros – já que o paciente agora fica sem a vesícula -.

Lembre-se de que, assim como em outras patologias, é importante que você busque o tratamento com profissional capacitado, siga as recomendações médicas e respeite os limites do seu organismo. Só assim é possível ter mais saúde e qualidade de vida.

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